segunda-feira, 9 de maio de 2011

Desarmamento e o papel do Estado

O episódio ocorrido na escola do Rio de Janeiro, em Realengo, reacendeu o debate sobre o desarmamento no Brasil. Lamentável que fatos dessa natureza só pautem o Congresso Nacional e a mídia quando do acontecimento de grandes tragédias. A necessidade de uma resposta rápida à opinião pública impede, muitas vezes, uma abordagem qualitativa do assunto.

É possível estabelecer uma política pública com a construção de um cenário de mais segurança, paz e tranquilidade ao cidadão.

No entanto, seria um equívoco imaginar que uma ou outra medida, isoladamente, possa representar uma solução definitiva. Além de debater o desarmamento, há um cronograma de ações que deve ser percorrido, como o controle das fronteiras, a unificação dos sistemas de registro de armas e munição e o rastreamento de armas.

Na CPI do Tráfico de Armas e na CPI da Violência Urbana, da Câmara, identificamos, com apoio da Polícia Federal, os 17 pontos mais vulneráveis à entrada de drogas, armas e munição no país.
Comprovamos que a Lei do Abate -que permite à FAB neutralizar aeronaves que entram no espaço aéreo brasileiro sem autorização -provocou mudança substancial no "modus operandi" dos grupos criminosos, que passaram a usar mais intensamente rotas terrestres.

Essa substituição da rota não foi compreendida com amplitude, tanto que o país carece do desenvolvimento de política específica de controle dessas fronteiras, a partir da integração dos diversos setores do Estado. Entretanto, sabe-se que esse controle é um problema de alta complexidade, que precisa respeitar as especificidades de cada uma das divisas brasileiras.

A unificação dos sistemas de cadastramento de armas e munições é outro ponto a ser perseguido. Não há justificativa razoável para o Brasil manter ativos dois mecanismos: o Sistema Nacional de Armas, gerenciado pela PF, e o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas, sob responsabilidade do Exército, um resquício da ditadura.

A existência de duas modalidades dificulta a atividade policial, a identificação da origem das armas e o rastreamento. O rastreamento, aliás, é chave para o sucesso do trabalho investigativo, pois permite a compreensão das rotas percorridas por armas e munições.

E por que a identificação das armas, por chip ou numeração interna, e das munições não é adotada? Pois há forte resistência da indústria armamentícia. Boa parte das armas e munições exportadas, que movimenta milhões de dólares, representa mercados não oficiais.

Um sistema de identificação reduziria a oportunidade de negócios à indústria nacional de armas, que conta com vasta conivência para preservar seu interesse comercial.

Ao perceber que o Estado age com determinação para controlar as fronteiras e desarmar criminosos, o cidadão se sentirá mais estimulado a ser protagonista do processo de desarmamento, compreendido como uma solução integrante do envolvimento da sociedade numa política mais ampla e consistente por parte das autoridades governamentais.

Paulo Pimenta, jornalista, é deputado federal (PT-RS). Foi relator da CPI do Tráfico de Armas e da CPI da Violência Urbana na Câmara dos Deputados.

Muito prazer, sou a Praça do PAC

Nos últimos tempos muito tem se falado sobre a nova gestão do Ministério da Cultura, e como não poderia ser diferente, todos tem perguntado quem são ou o que são as Praças do PAC, lançadas pelo Ex-Presidente Lula no ano de 2010 (Lançamento PAC 2) e sob coordenação do MinC desde janeiro de 2011, por definição da Presidenta Dilma Roussef.

Originalmente, a Praça do PAC foi um projeto desenvolvido em parceria por vários Ministérios: Cultura, Esporte, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Justiça, Trabalho e Emprego, sob coordenação da Casa Civil da Presidência da República. Posteriormente, quando do momento da seleção de propostas, essa coordenação passou para o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Cada um dos ministérios envolvidos definiu um programa, composto de diversos equipamentos públicos a serem implantados no mesmo local, criando um espaço (praça), composto de diversos serviços essenciais, a ser construído em áreas de alta vulnerabilidade das cidades brasileiras.

O objetivo das Praças do PAC é integrar num mesmo espaço físico programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socioassistenciais, políticas de prevenção à violência e inclusão digital, de modo a promover a cidadania e a redução da pobreza nos territórios onde serão implantadas.

Sua concepção, objetivos e projetos arquitetônicos foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar e interministerial que trabalhou no decorrer do primeiro semestre de 2010 e cujo trabalho resultou no anteprojeto apresentado no mês de setembro, que culminou na seleção das primeiras 401 praças, de um total de 800. A primeira seleção beneficiou os municípios que integram os Grupos 1 e 2 da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento.

O anteprojeto da Praça previa três modelos e um programa básico para cada uma delas, que deveria ser seguido pelo proponente:
1. Modelo de 700 m²: edifício multiuso único com cinco pavimentos, composto de praça coberta; pista de skate; equipamentos de ginástica; salas de aula; salas de oficina; telecentro; Centro de Referência de Assistência Social - CRAS, sala de reunião, biblioteca; cineteatro/auditório com 48 lugares, e um terraço.

          


2. Modelo de 3.000 m²: dois edifícios multiuso dispostos numa praça de esportes e lazer; com CRAS; salas multiuso; biblioteca; telecentro; cineteatro/auditório com 60 lugares; quadra poliesportiva coberta; pista de skate; equipamentos de ginástica; playground e pista de caminhada.

3. Modelo de 7.000 m²: edifício único multiuso de apenas um pavimento disposto numa praça de esportes e lazer, com CRAS; salas multiuso; biblioteca com telecentro; cineteatro com 125 lugares; pista de skate, equipamentos de ginástica; playground; quadra poliesportiva coberta; quadra de areia; jogos de mesa e pista de caminhada.


Projetos de arquitetura e engenharia de cada um dos modelos de Praça serão disponibilizados, podendo ser adotados ou não pelos proponentes, cujo compromisso é manter o programa básico proposto para cada um dos modelos. Toda documentação referente à contratação dos projetos deverá ser entregue nas Redes de Suporte de Negócios da CAIXA - RESGOV (antigas GIDUR/REDUR) e em caso de proposição de novos projetos, os mesmos serão encaminhados ao MinC para aprovação.

É atribuição do MinC coordenar, monitorar e avaliar o processo de aprovação e execução das propostas selecionadas das Praças do PAC, bem como a execução e os resultados dos programas e ações sob sua responsabilidade, que poderão vir a ser executados nos Espaços Mais Cultura existentes nas Praças.

As Praças do PAC, uma vez concluídas suas obras, serão equipamentos públicos sob responsabilidade dos proponentes, devendo sua manutenção e gestão, bem como os recursos financeiros para isso, ficarem a cargo de prefeituras, governos estaduais ou governo distrital.

Esse é com certeza o maior desafio do MinC em relação às Praças. Trabalhar a questão da gestão compartilhada, onde os entes federados e as comunidades poderão juntos administrar esses novos espaços, é de extrema importância. Realizar a mobilização social, identificando as principais lideranças e envolvendo a comunidade para se apropriar desse novo equipamento, bem como, capacitar estados e municípios a trabalhar de forma matricial e compartilhada em parceria com a comunidade, os ministérios envolvidos e a iniciativa privada, são alguns dos temas que serão tratados no decorrer dos meses que sucedem a contratação das primeiras 401 Praças.
Seminários regionais e um curso à distância estão sendo elaborados para atender os entes beneficiados, em parceria com os demais ministérios envolvidos e instituições especializadas no tema da gestão.

O Manual de Contratação das Praças dos Esportes e da Cultura (PEC), novo nome das Praças do PAC, será lançado na tarde do próximo dia 19 de maio em evento que será realizado em Brasília.

Nesse dia serão apresentados, além da nova marca e sitio web, imagens 3D e plantas humanizadas dos três modelos de Praça, bem como toda a proposta de mobilização social e gestão compartilhada, e o cronograma de trabalho. O evento contará com a presença de todos os ministérios integrantes.

Bom, desenvolvi esse texto com o objetivo de apresentar a Praça do PAC e no final dele, quando todo mundo já tinha entendido o programa, espero não ter confundido ninguém com a mudança do nome. A Praça do PAC agora se chama PEC, lembrem-se disso. Estou certo que isso é apenas um detalhe que não diminuirá o sucesso dessa experiência interministerial que está a cargo do MinC. O sucesso das PECs não está no seu objetivo ou na sua proposta, mas sim na capacidade que os entes federados terão em gerenciá-las de forma compartilhada e matricial e na capacidade do MinC e demais ministérios envolvidos em ajudá-los nesse desafio.
Cid Blanco Jr, arquiteto e urbanista, é Diretor de Infraestrutura Cultural da Secretaria Executiva do MinC e responsável pela implementação da Praça dos Esportes e da Cultura – PEC.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Zero Hora: Pimenta será o novo coordenador da bancada gaúcha

O jornal Zero Hora divulgou o nome do deputado Paulo Pimenta como próximo parlamentar a comandar a bancada gaúcha na Câmara Federal. Pimenta vai susceder a deputada federal Manuela d´ávila. Apesar de ter seu nome lembrado, o petista informa que não há nada certo. "Só em ter meu nome mencionado, já me sinto honrado", disse Pimenta.
zh

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pimenta apresentra projeto de travessia urbana para Santa Maria

No Jornal do Almoço desta sexta (8), o deputado Paulo Pimenta e o diretor do DNIT, Hideraldo Caron apresentaram o projeto de travessias urbanas para Santa Maria. O investimento é de R$ 300 milhões. A obra está dividida em quatro sub-projetos.
1º. Trecho entre trevo da Ulbra e do Castelinho
Duplicação dos 14,4 quilômetros do trecho entre os trevos da Ulbra e do Castelinho.
Reformulação dos acessos da Cohab Tancredo Neves, Parque Pinheiro Machado, Cohab Santa Marta, cruzamento Capitão Vasco da Cunha; Patronato, Renascença, Urlândia, Rua Duque de Caxias.
Reestruturação dos trevos da Avenida Walter Jobim; Uglione; Castelinho e Rodoviária.
2º. Melhorias na Faixa Nova de Camobi.
3º. Adequações na BR 392, sentido Santa Maria - São Sepé.
4º. Remodelação BR 158, entre os trevos da Walter Jobim e o acesso alternativo à Cohab Tancredo Neves.



Revolução viária em Santa Maria

domingo, 10 de abril de 2011

História de guri - Queimado e Estrela

Estávamos em casa, e de longe vi uma carreta movida a boi sozinha, somente os dois bois, sem condutor descendo a estrada. Meu pai disse "vai lá ver o que aconteceu". Sai correndo campo a fora, guri. Pulei a cerca, correndo na estrada de pés descalços e subi na carreta, peguei as cordas e "ochê ochê" "queimado" "ochê ochê" "estrela" era os nomes dos bois.
Diminuíram o ritmo e continuaram o passo, chegando na porteira do Zeferino Freitas, pararam e eu desci correndo, piá, sofri mas abri por baixo a porteira, subi na carreta de volta. Levei a carreta e os bois me levaram até a casa, hoje tapera. Descanguei os bois e soltei para o campo.
Logo chegou o condutor, meu amigão seu Marcelino, faceiro comigo que tinha lhe ajudado. "Siidiii, meu guri". Ele tinha caído da carreta e não tinha conseguido subir de volta e os bois desceram a estrada por conta. Queimado e Estrela conheciam a estrada melhor que muita gente.

sábado, 9 de abril de 2011

Travessia Urbana de Santa Maria

Na última sexta (8), o deputado Pimenta apresentou o projeto das travessias urbanas para Santa Maria. O investimento é de R$ 300 milhões e foi articulado por Pimenta junto ao Governo Federal. Assista ao vídeo e veja como será a Santa Maria do futuro.